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Associated Press
De Londres
O desaparecimento e a provável morte de John F. Kennedy Jr. ocuparam ontem as manchetes internacionais pelo segundo dia consecutivo, enquanto os jornais recontaram sua vida e especularam sobre a maldição.
Os jornais na Inglaterra presumiram a morte de Kennedy e a maior parte deles publicou longos obituários e relatos da sequência de tragédias que caiu sobre a mais famosa família da América.
O tablóide The Sun, o diário mais vendido no país, publicou a manchete Descanse em paz com uma foto de Kennedy Jr. criança com seu pai, o então presidente, no Salão Oval da Casa Branca.
Alguns jornais lembraram a relativa falta de experiência de vôo de Kennedy e sua inclinação para correr riscos. O último risco fatal de um audacioso, dizia o tablóide The Express.
Na Irlanda, lar dos ancestrais dos Kennedy, o primeiro-ministro Bertir Ahern expressou seu choque com a última tragédia que atingiu a família Kennedy. Nossos pensamentos estão com a família Kennedy, que tem laços antigos e próximos com a Irlanda, nesse momento difícil para todos eles, disse.
Os jornais do país puseram a história na primeira página e o Irish Times escreveu: Outro elo entre a família Kennedy e a Irlanda desaparece. A TV estatal irlandesa e a estação de rádio RTE, enviaram seu correspondente de Washington para Massachusetts para cobrir o que descreveu como uma tragédia para a dinastia política irlandesa-americana.
No Japão, os jornais mais importantes de circulação nacional publicaram matérias sobre as buscas, a maior parte com fotos, incluindo a famosa imagem do garoto Kennedy fazendo continência no funeral de seu pai.
O jornal South China Morning Post em Hong Kong publicou a história dos Kennedy no alto da primeira página, abaixo da manchete EUA rezam por milagre e acima da cobertura do presidente Clinton discutindo por telefone com o presidente Zemin a crise de Taiwan .
JFK Jr. não é muito conhecido em algumas partes do mundo, mas a maior parte conhece o nome lendário dos Kennedy.
É muito triste como, apesar da fama e riqueza, uma família pode ter tanto azar, disse Giesela Braun, que mora em Frankfurt, Alemanha.
Eileen Firman, de 49 anos, uma enfermeira em Londres, disse que não tinha ficado tão emocionada com a perda de Kennedy quanto ficou em 1997, com a morte da princesa Diana num acidente de carro em Paris. Principalmente porque eu não o conhecia tão bem, disse.
A sólida estrutura circular de concreto criada para lembrar um galho de árvore cortado de seu centro, agora parece ser um tributo apropriado para o pai e o filho, cujas vidas terminaram precocemente, disse Arthur Edner, o diretor do Complexo Kennedy Memorial.
Larry Miller, de Los Angeles, Califórnia, ficou aos prantos quando visitou o memorial com seu filho Michael, de 9 anos. O filho é alguém que certamente admiramos, que viveu sua vida de uma forma admirável. Ele vai fazer falta, disse Miller. Estou muito entristecido hoje.





