A Europa vai às urnas
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de junho de 2004
Philippe Sauvagnargues<br> France Presse 
Letões e malteses começaram a votar ontem de manhã nas eleições ao Parlamento Europeu, enquanto a Itália os seguiu posteriormente em um clima de acusações mútuas entre o Governo e a oposição.
A votação, que só terminará hoje à noite nos 25 países da União ampliada, se caracterizou por uma certa apatia nos países que já votaram, enquanto o interesse que causa empalidece ao lado de outro acontecimento europeu, a Eurocopa, que começou ontem com a partida Portugal-Grécia.
Depois dos holandeses, britânicos e irlandeses, ontem coube aos letões, malteses e italianos cumprir seu dever de europeus.
Na República Tcheca, onde a votação, que começou na sexta-feira, foi caracterizada por uma escassa participação, as seções eleitorais reabriram no sábado e fecharam já oficialmente suas portas.
Os italianos começaram a votar ontem. Os cerca de 50 milhões de eleitores italianos foram convocados a depositar seu voto na urna até as 17 horas (hora de Brasília) no sábado e no mesmo horário no domingo.
As primeiras tendências só estarão disponíveis depois que as urnas tiverem sido fechadas hoje em toda a União Européia.
Na Itália, onde as eleições européias se realizam ao mesmo tempo em que as eleições regionais, houve na noite de sexta-feira a explosão de uma bomba artesanal em frente a uma instalação na Sardenha de Forza Italia, o partido do chefe de Governo italiano, Silvio Berlusconi.
A bomba não feriu ninguém, causando apenas pequenos danos materiais. Três pessoas pertencentes a um círculo de anarquistas foram detidas no local.
Durante os últimos dias, Berlusconi intensificou um trabalho de propaganda nos meios de comunicação, levando a oposição a acusá-lo de monopolizador desses órgãos.
Por outro lado, a libertação esta semana de três reféns italianos sequestrados no Iraque há cerca de dois meses alimentou as polêmicas entre a coalizão governamental e a oposição, agrupada na chapa ''Unidos no Olivo'' (centro-esquerda), dirigida por Romano Prodi, presidente da Comissão Européia e adversário de Berlusconi no cenário interno.
Na Letônia, 1,4 milhão de cidadãos foram convocados a eleger nove eurodeputados. O primeiro-ministro Indulis Emsis, que chegou em bicicleta para votar, estimou que a particdipação seria elevada, ''já que são eleições simbólicas'' para seus compatriotas.
Malta, o menor país da União ampliada, disporá de cinco cadeiras no Parlamento europeu. E os malteses poderão quebrar um recorde: o da maior participação entre os 25.


