Laura Bush, a nova primeira-dama dos Estados Unidos, entra na Casa Branca com a vontade manifesta de manter-se à sombra do marido.
Seus amigos a descrevem como pessoa possuidora de personalidade ‘‘constante, valente’’, uma verdadeira ‘‘rocha’’, segundo a sogra, Barbara Bush.
Casada há 23 anos com George Walker, Laura Bush, de 54 anos, confirma que manteve a tranquilidade durante as cinco semanas que duraram a tempestade eleitoral e jurídica que precedeu a vitória do marido.
‘‘Tenho um temperamento tranquilo, como George’’, confiou nesta sexta-feira à rede de televisão CNN.
Seus intensos olhos azuis, o rosto emoldurado por uma cabeleira cuidadosamente penteada, conferem a ela uma aparência bem definida, acentuada pela preferência por trajes clássicos.
À questão sobre se Laura Bush prefere tomar Barbara como exemplo, o historiador Carl Anthony, especialista em primeiras-damas, estima que ela estará mais para a mulher do ex-presidente ‘‘Ike’’ Eisenhower, Mamie, que gostava de dizer: ‘‘Ike dirige o país, eu cozinho as costeletas de carneiro’’.
Bibliotecária e ex-professora, cultiva a arte de ser uma força tranquila para seu marido, a quem pôs no ‘‘bom caminho’’ quando tinha problemas de alcoolismo no começo do casamento.
‘‘Nunca imaginei que um dia ele seria presidente’’, disse à rede de televisão CNN, ao se recordar da época em que conheceu o marido, em Middland, uma pequena cidade texana situada entre campos de petróleo.
Os republicanos a consideram a ‘‘arma secreta’’ do presidente, enquanto que os amigos estimam que interpretará o papel de primeira-dama com a mesma disciplina de ferro que a caracteriza.
Segundo um artigo dedicado recentemente a ela no New York Times, ‘‘para Laura Bush, cada coisa deve estar em seu lugar, inclusive ela mesma’’. Uma ex-democrata convertida em republicana ‘‘pelo casamento’’, espera poder continuar o que começou no Texas: promover a questão da educação.

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