62 militares morreram durante os bombardeios
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terça-feira, 22 de dezembro de 1998
Reuters 
Os quatro dias de bombardeios aéreos anglo-americanos contra o Iraque mataram 62 militares, feriram outros 180 e destruíram as duas principais fábricas de componentes de mísseis de curto alcance (permitidos pela ONU), informaram ontem as autoridades iraquianas.
Em entrevista coletiva, o vice-primeiro-ministro Tareq Aziz disse que foram mortos apenas 2 oficiais e 16 soldados da Guarda Especial Republicana, 1 oficial e 19 soldados da Guarda Republicana (de 70 mil homens) e 4 oficiais e 20 outros militares de diferentes corpos das Forças Armadas.
Os EUA e a Grã-Bretanha alardearam ter tido um grande sucesso, mas mentiram, afirmou. Aziz disse que o total de vítimas civis é muito maior, mas não deu detalhes.
Aziz afirmou que a Operação Raposa do Deserto - na qual cerca de 500 mísseis foram disparados de quarta-feira até sábado, mais que em toda a Guerra do Golfo - acabou com o processo de inspeção dos arsenais iraquianos pela Comissão Especial da ONU (Unscom). No momento em que lançaram mísseis contra o Iraque, mataram a Unscom. Ele anunciou que o país permanece em alerta vermelho diante da possibilidade de que a agressão militar seja reiniciada.
E, em tom irônico, afirmou que o primeiro-ministro Tony Blair transformou a Grã-Bretanha na cauda da raposa que está em Washington.
Oficiais americanos disseram que 27% das bombas, mesmo guiadas por laser, erraram o alvo. Apesar disso e do que disse Aziz, funcionários iraquianos comentaram que os danos foram grandes.
Segundo eles, a destruição das fábricas bélicas de Al-Nasser e Al- Nida, perto de Bagdá, virtualmente acaba com os esforços de produzir mísseis de alcance inferior a 150 quilômetros.


