600 milhões de africanos correm risco de morrer de malária
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quinta-feira, 22 de abril de 2004
France Presse 
Genebra - Mais de 600 milhões de pessoas na África correm o risco de morrer de malária por falta de acesso a novos e aprimorados medicamentos quando os atualmente usados se mostram inócuos, alertou ontem a Organização Mundial da Saúde.
Países da África subsaariana precisam mudar para tratamentos recém-desenvolvidos da doença, enquanto a comunidade internacional deve doar mais dinheiro para financiar a luta contra a enfermidade, alertou a organização antes do Dia da Malária na África, que se celebra neste domingo.
''Mais de 600 milhões de pessoas, a maioria crianças que vive na África subsaariana, enfrentam a diária ameaça de morrer de malária porque novos e eficazes tratamentos não estão disponíveis onde vivem'', alertou a OMS.
''Mais baratos, os medicamentos existentes, que têm sido usados por muitos anos, não são mais eficazes na maioria dos casos, porque o parasita da malária desenvolveu resistência a eles'', explicou.
Segundo a organização, pela primeira vez em 20 anos, terapias combinadas com base de artemisinina (ACT) possibilitam uma cura eficaz da malária, mas o ratamento de dois dólares (1,7 euros) por dose - de 10 a 20 vezes o custo dos remédios antigos - não está amplamente disponível.
Os derivados da artemisinina se originam da planta de origem chinesa Artemísia annua e o tratamento consta de registros médicos chineses de dois mil anos atrás até ser gradativamente introduzido na ciência médica ocidental, após pesquisas iniciadas em 1970.
Desde 2002, o Fundo Global para o Combate a Aids, Tuberculose e Malária ajudou 15 países africanos - entre os quais Burundi, África do Sul, Quênia e Camarões - a adotar medicamentos ATC em suas campanhas de tratamento antimalária.


