Pucallpa (Peru) - Um Boeing 737-200 da companhia peruana Tans caiu na terça-feira na Amazônia ao tentar fazer uma aterrissagem de emergência em plena tempestade, matando 39 das 98 pessoas a bordo, entre elas turistas estrangeiros. Os outros 59 passageiros do avião sobreviveram.
O porta-voz da companhia, Jorge Belevan, confirmou ontem o nome dos passageiros, precisando que o aparelho transportava 98 pessoas (seis tripulantes e 92 passageiros) e não 100 como foi divulgado anteriormente. Os bombeiros resgataram 39 corpos, indicou o general Ariosto Obregon, chefe da polícia de Pucallpa, cidade da Amazônia peruana 840 km a leste de Lima.
O general estimou que ''a identificação dos corpos será difícil porque vários deles estão mutilados''. Segundo um comunicado divulgado ontem pela Tans, 18 estrangeiros e não 16 como informado na véspera pela companhia se encontravam a bordo: onze americanos, um australiano, quatro italianos, uma espanhola e uma colombiana.
Um italiano, uma espanhola e uma colombiana estão entre os mortos. Segundo a polícia, três italianos sobreviveram, assim como seis americanos de uma mesma família, os Vivas.
O avião partiu de Lima e se preparava para aterrissar em Pucallpa. Estava a poucos quilômetros do aeroporto quando ocorreu o acidente, segundo um responsável pela torre de controle.
O Boeing enfrentou uma tempestade e ventos contrários o desestabilizaram, contaram testemunhas. O piloto tentou uma aterrissagem de emergência, mas o aparelho caiu numa área pantanosa, segundo a imprensa peruana. As operações de salvamento foram retomadas na manhã de ontem depois de terem sido suspensas por causa da ''escuridão e do terreno lodoso'', segundo o procurador encarregado da investigação, César Arroyo.
Uma testemunha citada pela rádio RPP de Lima afirmou que havia corpos num raio de 150 metros em torno do avião, inclusive de crianças e bebês. Um dos sobreviventes, William Zea, que tinha queimaduras e feridas ensanguentadas numa das mãos, disse a uma rádio que ''o avião apresentou defeitos e nós caímos''.
A diretora do hospital de Pucallpa, Esperanza Gomez, informou ontem que 57 sobreviventes foram socorridos ou ainda estavam hospitalizados em diferentes hospitais da região. Os outros sobreviventes, dois peruanos de Pucallpa, não chegaram a ser hospitalizados e, por isso, não foram contabilizados como sobreviventes.

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