São Paulo - Cinquenta e duas pessoas, entre civis e policiais, foram mortas ontem quando forças de segurança invadiram uma igreja de Bagdá para libertar mais de cem católicos iraquianos mantidos reféns por homens armados ligados à rede Al Qaeda, disse um vice-ministro do Interior, general Hussein Kamal, acrescentando ainda que 67 pessoas ficaram feridas na ação. ''Esta cifra de mortos inclui civis e membros das forças de segurança. Não diferenciamos entre civis e membros das forças de segurança'', disse Kamal, acrescentando que o número não inclui os agressores mortos.
Os extremistas invadiram a igreja Nossa Senhora da Salvação, uma das maiores de Bagdá, durante a missa de domingo e exigiram a libertação de todos os prisioneiros da Al Qaeda no Iraque e no Egito.
Tiroteios esporádicos ocorreram por várias horas no bairro de Karrada, próximo da região de segurança reforçada conhecida como Zona Verde, onde se concentram as embaixadas e edifícios governamentais.
Helicópteros militares dos EUA e do Iraque sobrevoavam a área, isolada pelas forças de segurança.
Testemunhas disseram que homens armados, possivelmente usando cinturões com explosivos, forçaram a entrada na igreja no domingo e mataram pelo menos um padre. Autoridades informaram que eles ameaçavam matar os 120 reféns mantidos no local se não fossem libertados todos os prisioneiros da al Qaeda no Iraque e no Egito.
O grupo Estado Islâmico do Iraque, vinculado à Al Qaeda, assumiu a responsabilidade contra a igreja, que chamaram de ''toca suja da idolatria, e deu o prazo de 48 horas para a Igreja do Egito libertar os muçulmanos ''presos nos mosteiros'' do país, afirmou o centro americano de monitoramento de sites islâmicos (Site).
O Papa Bento XVI condenou ontem a ''violência absurda e feroz'' contra pessoas indefesas no Iraque, depois que um grupo ligado à Al-Qaeda invadiu no domingo a catedral siríaca católica de Bagdá e matou dois padres e 35 fiéis.
''Rezo pelas vítimas desta violência absurda e feroz que atingiu pessoas indefesas, reunidas na casa de Deus, que é um lugar de amor reconciliação'', disse o Papa após a bênção do Angelus na Praça de São Pedro. ''Expresso minha solidariedade afetuosa à comunidade cristã (iraquiana), de novo afetada'', completou.

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