Paris - Uma associação com sede em Berna divulgou ontem uma lista de mil mulheres do mundo inteiro – entre elas a primeira ministra negra do Brasil, Benedita da Silva, e outras 51 brasileiras – que irão se candidatar juntas ao prêmio Nobel da Paz 2005, cujo vencedor será anunciado em outubro.
A lista inclui mulheres de mais de 150 países, do Iraque à Polinésia, passando por América Latina e Ásia, todas comprometidas com a defesa da paz e da dignidade humana. Entre elas destacam-se Benedita da Silva; a líder comunista chilena Gladys Marín, falecida em março; a militante argentina dos direitos humanos Mirta Clara; a argelina Louisa Hanoun, porta-voz do Partido Argelino dos Trabalhadores; e a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Louise Arbour.
Entre as latinas, estão na lista 52 brasileiras, 12 colombianas, 12 mexicanas, 8 peruanas, 6 guatemaltecas, 6 hondurenhas, 6 nicaragüenses, 5 argentinas e 4 chilenas, entre otras. A lista completa pode ser encontrada na internet, na página www.1000peacewomen.org.
‘‘São mulheres do mundo inteiro e de todas as classes sociais - camponesas, professoras, artistas ou políticas - que se comprometem com um futuro livre da violência’’, diz a organização em um comunicado. A iniciativa chama-se Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz 2005, e foi enviada no fim de janeiro ao comitê que entregará o prêmio em Oslo. ‘‘Todas as mulheres participam juntas, e se receberem o prêmio, ele será dividido solidariamente’’, explica o texto.

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