Hiroshima - Com os bondes parados por um minuto, e a cidade em silêncio, com flores e água para os mortos, Hiroshima recorda hoje como um clarão no céu da manhã, 60 anos atrás, transformou vida em morte para mais de 140 mil pessoas e mudou a face da guerra.
Estima-se que mais de 50 mil pessoas se reunirão hoje no Parque Memorial da Paz, que, todo 6 de agosto, torna-se o epicentro espiritual do movimento antinuclear global. Um instante de silêncio deve ser observado às 8h15, hora da explosão, e o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, fará apelo a todas as potências nucleares para que abandonem seus arsenais. O premiê, Junichiro Koizumi, faria outro discurso depois de uma revoada de pombas.
Embora Hiroshima tenha se erguido das cinzas e se transformado numa cidade ativa, com 3 milhões de habitantes a maioria nascida após a guerra , o aniversário da explosão chama a atenção das pessoas para o fato de que a tragédia continua presente.
As cifras oficiais indicam que cerca de 140 mil pessoas foram mortas no ato ou morreram em até alguns meses após o bombardeiro americano B-29 Enola Gay ter despejado sua carga mortífera sobre a cidade, que tinha cerca de 350 mil habitantes na época. Três dias depois, outro bombardeiro americano, Bock's Car, atirou uma bomba de plutônio sobre Nagasaki, matando cerca de 80 mil pessoas. O Japão se rendeu em 15 de agosto de 1945, pondo fim à 2 Guerra Mundial.
O aniversário de Hiroshima se tornou data importante para o movimento internacional em prol da paz. No maior evento que precedeu o aniversário, aproximadamente oito mil pessoas, incluindo várias centenas de ativistas de 29 países fora o Japão, participaram da Conferência Mundial contra a Bomba Atômica e de Hidrogênio, que será encerrada hoje.

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