MontevidéuCerca de 5.000 policiais com cães e a ajuda de helicópteros estão patrulhando as ruas de Montevidéu para tentar deter uma onda de saques a supermercados, que em três dias esvaziou uns 20 estabelecimentos comerciais, causou a detenção de 30 pessoas e ferimentos leves em policiais.
Nas ruas de Montevidéu, pode-se observar ontem que muitos pequenos estabelecimentos comerciais de venda de alimentos, habitualmente bem frequentados no início da tarde, permaneciam fechados ou atendiam o público através de grades metálicas.
Os grandes supermercados estão funcionando normalmente, embora uma forte guarda policial permaneça desde a noite anterior em suas portas.
Segundo o Ministério do Interior, a maioria dos policiais foi destinada aos bairros periféricos pobres de Montevidéu, onde ocorreu a maior parte dos saques na véspera, e às zonas centrais onde existe uma alta concentração de caixas automáticos, o único meio de que dispõem os uruguaios para ter acesso a seu dinheiro depositado nos bancos.
Ontem pela manhã, segundo emissoras de rádios locais, pelo menos um pequeno mercado e um caminhão de transporte de alimentos foram vítimas de turbas, que pela força se apropriaram de mercadorias.
Outro estabelecimento teria sido apedrejado, segundo as emissoras.
TumultoUma distribuição de alimentos foi concluída ontem com incidentes entre 60 policiais e cerca de mil pessoas num bairro operário de Montevidéu, onde mais cedo foram registradas tentativas de saques em vários estabelecimentos comerciais.
O tumulto começou com a chegada, ao bairro de Casabó, oeste da cidade, de um caminhão carregado com óleo, farinha, macarrão e ovos, para distribuir entre os moradores. Muitos não esperaram a distribuição, atacando o veículo.

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