Moscou A explosão de dois carros-bomba, ontem, em frente da sede do governo checheno pró-russo causou a morte de no mínimo 41 pessoas, segundo o Ministério do Interior checheno, citado pela Interfax. Dois camicases que dirigiam um caminhão e um jipe militar carregados de explosivos jogaram os veículos contra a parte lateral do edifício, sede do governo, segundo a Polícia.
O chefe da administração chechena pró-russa Akhmad Kadyrov e o primeiro-ministro checheno pró-russo Mikhail Babitch não estão entre as vítimas, segundo a mesma fonte.
O deputado checheno Aslambek Aslakhanov, citado pela Interfax, confirmou que o atentado causou 41 mortes. ''Cerca de 200 se encontravam no interior do prédio no momento do atentado'', declarou Aslakhanov.
Situação chechena O governo da Chechênia, alvo, ontem, de um atentado sangrento, foi instaurado por Moscou para normalizar a situação na república separatista, mas seus membros são considerados traidores e marionetes da Rússia pelos rebeldes. Este governo pró-russo está, teoricamente, sob a autoridade do administrador checheno Akhmad Kadyrov. Este último, que estava do lado dos separatistas na primeira guerra russo-chechena (1994-1996), foi nomeado para o cargo no verão de 2000 pelo Kremlin, após as operações militares mais importantes na república separatista, que começaram no dia 1º de outubro de 1999.
O primeiro-ministro do governo, o russo Mikhail Babitch, foi nomeado no último dia 13 de novembro por Kadyrov, para substituir Stanislav Iliassov. Antes da nomeação, o administrador checheno queixava-se de que seu governo tinha que obedecer mais a Moscou que aos seus.
Assim como os integrantes da administração chechena pró-Rússia, os membros do governo são considerados traidores pelos separatistas.
Em março de 2003 será realizado um referendo sobre a nova Constituição chechena, seguido de eleições presidenciais e legislativas.

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