400 prisioneiros palestinos são libertados
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quinta-feira, 02 de junho de 2005
Folhapress 
São Paulo - O governo de Israel libertou ontem 400 prisioneiros palestinos, como parte do acordo verbal firmado entre o premiê israelense, Ariel Sharon, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em 8 de fevereiro último, no Egito.
A libertação de 900 palestinos detidos em Israel foi prevista durante o encontro dos dois líderes na cúpula egípcia de Sharm el Sheikh. O primeiro contigente de 500 prisioneiros ganhou a liberdade em 21 de fevereiro passado. Os outros 400 prisioneiros deveriam ser libertados em seguida, mas a medida foi suspensa após o atentado terrorista ocorrido em Tel Aviv (Israel), que deixou cinco mortos.
No início de maio, Sharon vetou novamente a libertação dos prisioneiros, porque Abbas não havia tomado, até aquele momento, ''qualquer medida para controlar o terrorismo''.
Ao chegar na Cisjordânia, alguns prisioneiros ajoelharam e rezaram. Outros beijavam o chão. Em Gaza, grupos militantes esperavam pelos recém-libertados, o que obrigou os soldados palestinos a formar um cordão de isolamento em alguns postos.
Há ainda mais de sete mil prisioneiros palestinos em Israel, a quem a ANP também pede anistia. Sharon afirmou ontem que a libertação dos presos tinha por objetivo ''aumentar a aprovação pública de Abbas'' entre os palestinos. Ele subiu ao governo da ANP após a morte do líder Iasser Arafat, em novembro último.


