LIMA - Pressionado pela comunidade internacional - que teme um desfecho trágico para os quase 500 reféns que estão em poder de guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru desde terça-feira à noite -, o presidente peruano Alberto Fujimori está estudando um indulto para 30 ou 40 militantes da guerrilha presos no Peru, informou ontem o jornal La República. Eles seriam trocados por um número igual ou maior de reféns, mas só os acusados que não tenham cometido crime de homicídio poderiam ser beneficiados, acrescentou o jornal. O governo também estaria disposto a oferecer um avião para que os sequestradores deixem o Peru.
Na véspera, porém, a TV peruana havia informado que Fujimori estava mais inclinado a ordenar uma operação militar para resgatar os reféns a força. Na tarde de ontem, uma movimentação incomum das forças de segurança fez com que alguns jornalistas temessem uma invasão iminente. O cordão de isolamento que impede o acesso de repórteres à residência se estendeu em 200 metros e todas as comunicações de telefone celular num raio de 600 metros foram cortadas.
Atiradores de elite estão em vários pontos ao redor da residência do Japão. Cerca de 40 ambulâncias se colocaram em alerta e todos os hospitais próximos ao bairro de San Isidro estão prontos para receber eventuais feridos. Mas até o final da tarde, não houve nenhuma movimentação maior no local.

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