34 países debaterão pobreza e Alca na Cúpula das Américas
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quarta-feira, 02 de novembro de 2005
Das agências 
Washington- Antes de viajar para a Cúpula das Américas e Brasília, que inicia amanhã e termina sábado em Mar del Plata, na Argentina, o presidente americano, George W. Bush, destacou ontem a liderança do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tanto na América Latina como nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC)
''Talvez tenhamos tido uma noção política diferente dos fatos no princípio, mas compartilhamos, apesar de tudo, os mesmos objetivos e, por isso, estabelecemos uma relação boa, cordial e franca'', assegurou Bush ao falar de Lula.
Os temas do debate entre os 34 chefes de Estado e de governo na Cúpula das Américas serão o desemprego, a pobreza e a Alca, a iniciativa de livre comércio dos EUA que encontra resistência na América Latina.
A Área de Livre Comércio das Américas, proposta pela primeira vez em 1994, em Miami, pelo ex-presidente George Bush, pai de George W. Bush, não apenas causa rejeição por parte dos governos, mas será também um dos alvos das manifestações de repúdio da chamada 'contracúpula'.
Bush será recebido na Argentina com protestos organizados pelos participantes da 3 Cúpula dos Povos da América.
Alguns países chegam à cúpula em meio a contenciosos, como a inesperada controvérsia entre Argentina e Uruguai por causa da autorização uruguaia para a instalação de duas fábricas de celulose sobre um rio de águas compartilhadas.
Bolívia e Chile continuam sem relações diplomáticas, suspensas por La Paz em 1978 após o fracasso das tentativas de obter uma saída para o Oceano Pacífico.
Um foco de atenção será o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que enfrenta abertamente a Casa Branca e anunciou sua participação na III Cúpula dos Povos, organizada paralelamente por meio de entidades políticas e sociais de vários países.
Bush também chamará atenção, sobretudo pelo aparato de segurança. Ele fará a primeira viagem à América Latina de seu segundo mandato em meio à difícil situação no Iraque.


