Mozdok, Rússia Centenas de socorristas trabalhavam ontem entre os escombros do hospital militar de Ossétia, no Cáucaso russo, destruído por completo depois de um ataque suicida na véspera. A explosão de um caminhão-bomba deixou pelo menos 34 mortos e foi atribuída pelas autoridades aos rebeldes chechenos. O total de vítimas pode aumentar, já que inúmeras pessoas continuam sepultadas sob os escombros, emqiamtp as equipes de resgate periodicamente observam breves silêncios na tentativa de ouvir algum pedido de socorro.
Depois da explosão que destruiu o prédio de três andares, 78 pessoas foram hospitalizadas, mas apenas dez em estado grave continuam internadas, segundo o ministério de Situações de Emergência para a região.
Pelo menos 1.300 pessoas, entre elas centenas de militares, participam do resgate, ajudadas por escavadoras e cães adestrados.
O presidente Vladimir Putin ordenou uma investigação judicial sobre o atentatado. Não houve, ainda, nenhum pronunciamento púboico oficial a respeito.
A polícia de Moscou foi colocada em estado de alerta e a vigilância em torno dos prédios públicos foi reforçada na capital.
O ministro russo da Defesa, Serguei Ivanov, foi ao local da tragédia na manhã de ontem.
''Trata-se de um atentado bem preparado'', declarou Serguei Fridinski, adjunto do Procurador-geral russo ao canal de televisão NTV.
Fridinksi disse que o principal responsável pelo atentado estava no caminhão que explodiu. Os órgãos judiciais já sabem o número de pessoas que participaram do crime e inclusive conhece seus nomes e apelidos.
Para as autoridades, o fato de o hospital de Mozdok atender aos soldados russos das forças do Cáucaso do Norte feridos na Chechenia leva a pensar que este ato foi uma vingança das tropas rebeldes.

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