Um edifício de quatro andares em que viviam dezesseis famílias, num total de 38 pessoas, desabou às três horas da madrugada de ontem no bairro de Portuense, na zona sudoeste de Roma, provocando a morte de pelo menos trinta pessoas. Duas pessoas foram resgatadas com vida, um homem e uma mulher de cerca de sessenta anos; as equipes de resgate que se encontram no local têm poucas esperanças de encontrar mais sobreviventes já que a montanha de escombros que se formou é compacta e não há bolsas de ar. Até ontem à tarde, haviam sido resgatados os corpos de treze mortos.
Uma moradora, identificada apenas como Sandra, escapou do acidente porque não dormiu em seu apartamento. O prédio ruiu por volta de 3 horas da madrugada. ‘‘É evidente que não chegou minha hora’’, reagiu ela chorando.
Vizinhos disseram ter ouvido uma violenta explosão por volta de três horas da manhã e depois o prédio caiu como um castelo de naipes. Os bombeiros descartaram a hipótese de que a explosão tenha sido causada por vazamento de gás e atribuíram o desabamento ao mau estado do prédio, construído em 1953, ou a um afundamento do solo.
Durante a audiência das quartas-feiras, o papa João Paulo II qualificou o desabamento de uma tragédia muito grave que enche de tristeza a todos. O prefeito de Roma, Francesco Rutelli, declarou a quinta-feira dia de luto oficial pelas vítimas do desabamento.

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