France PresseO empresário Francisco Arratibel, executado ontem pelos terroristas do ETABILBAO, Espanha - O grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade) assassinou ontem, com um tiro na cabeça, o industrial basco Francisco Arratibel, de 40 anos, elevando para três o número de mortes executadas pela organização apenas esta semana.
Segunda-feira, o juiz do Supremo Tribunal, Rafael Martínez Emperador, morreu vítima de um disparo na cabeça quando saía de sua casa no centro de Madri. O atentado ocorreu pouco depois da explosão de um carro-bomba em Granada, próximo a uma base aérea, deixando um morto e sete feridos.
O atentado contra Arratibel, que era casado e tinha dois filhos, aconteceu enquanto ele participava das festas de carnaval na cidade basca de Tolosa, na província de Guipuzcoa.
O empresário, que intermediou o sequestro de Emiliano Revilla em 1988, sendo condenado pelo Tribunal de Justiça do País Basco a dois anos de prisão em 1994, era acusado pelo ETA de ter ficado com o dinheiro do resgate (cerca de US$ 200 mil). Arrabitel já havia sido alvo de uma outra tentativa de assassinato em 1996, quando o ETA colocou na porta de sua empresa uma bomba que não chegou a explodir.
‘‘Vivemos uma escalada terrorista dura, com diferentes frentes geográficas. Ontem foi Granada e Madri, e hoje é Guipuzcoa’’, disse o ministro espanhol do Interior, Jaime Mayor Oreja, enquanto assistia ao funeral do juiz Emperador.
O ETA já fez mais de 800 vítimas, desde 1968, quando começou sua luta violenta pela independência do país basco.
Por seu turno, o governo conservador espanhol rejeitou ontem qualquer negociação com os separatistas bascos, no que foi quase totalmente apoiado pela classe política espanhola.

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