São Paulo - Mais de 2,5 milhões de pessoas estão desabrigadas no sul da Ásia devido ao terremoto de 7,6 graus na escala Richter que atingiu o Paquistão no sábado, além do Afeganistão e da Índia. Estimativas oficiais dizem que entre 20 mil e 30 mil pessoas podem ter morrido devido ao tremor.
Esse foi o segundo terremoto de grande escala registrado na Ásia em menos de um ano. Em 26 de dezembro passado, um tremor de 9 graus na escala Richter provocou um maremoto que atingiu 11 países do sudeste da Ásia e da África, e deixou ao menos 280 mil mortos.
O terremoto destruiu vilas inteiras e, em alguns lugares, equipes de resgate não conseguem chegar. De acordo com autoridades locais, até agora o número oficial de mortos no Paquistão chega a 20 mil.
Vários deslizamentos de terra no Paquistão fecharam as estradas nas áreas mais atingidas. Ontem o Exército sobrevoou várias regiões afetadas para a entrega de alimentos, água e remédios.
Em Muzaffarabad, donos de lojas locais entravam em confronto ontem com pessoas que tentavam entrar nos estabelecimentos comerciais para realizar saques. Não havia qualquer policial na área.
Moradores locais também afirmaram que saqueadores estão entrando em casas abandonadas pelos moradores devido ao tremor, e culpam as autoridades pela violência, já que nenhuma ajuda tem chegado à região. Muzaffarabad abriga 600 mil pessoas e ao menos 11 mil morreram devido ao terremoto, segundo estimativas oficiais.
O empresário paranaense Rodrigo Cézar Magnago, que mora em Curitiba e está há 15 dias na cidade de Sialkot, na fronteira do Paquistão com a Índia disse que sentiu muito medo durante o terremoto. ''Na hora do tremor, não existe reação. Você não consegue nem correr''.

mockup