O retorno oficial do Natal a Cuba neste 25 de dezembro significa para a maioria da população mais um descanso do que uma celebração, pois essa festividade é praticamente desconhecida na ilha depois de uma ausência de três décadas.
Tímidas expressões natalinas - luzes de cores e coroas - aparecem em algumas casas e locais de trabalho, inclusive do Governo, entre cartazes do Papa João Paulo II, insólitos em Cuba, que anunciam sua próxima visita à ilha, de 21 a 25 de janeiro.
O feriado de 25 foi anunciado primeiro pelo presidente Fidel Castro e depois o Ministério do Trabalho o confirmou em caráter excepcional e como ‘‘gesto de boa vontade para o Papa João Paulo II e a todos os cristãos e fiéis cubanos’’.
A surpreendente notícia foi bem recebida pela população, mas com exceção dos cristãos, tem em geral uma conotação de descanso e reunião familiar.
Segundo o Governo, os natais tradicionais em Cuba, entendidos como recesso trabalhista, de 24 de dezembro até 1º de janeiro, foram suspensos em 1969.

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