23 mortos na véspera do aniversário da invasão do Iraque
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segunda-feira, 19 de março de 2007
France Presse 
Iraque- A violência fez pelo menos 23 vítimas fatais no Iraque nesta segunda-feira, véspera do quarto aniversário da invasão do país, cujos habitantes são cada vez mais pessimistas sobre seu futuro.
Pelo menos 15 pessoas morreram e 37 ficaram feridas em três atentados com carros-bomba e um disparo de morteiro registrados em um período de 35 minutos na cidade de Kirkuk (250 km ao norte de Bagdá), informou uma fonte da polícia local.
O ataque mais grave, a explosão de um carro-bomba no centro da cidade, área que inclui uma mesquita sunita, uma mesquita xiita e uma delegacia, matou 10 pessoas e deixou oito feridos, segundo o coronel da polícia Taha Salaheddin. Dez carros foram incendiados e quase 20 lojas sofreram consideráveis danos materiais.
Poucos minutos depois, outro carro-bomba explodiu na passagem de uma viatura da polícia nas proximidades do mercado de Raz Domiz. Cinco pessoas morreram, quatro delas policiais, e 28 ficaram feridas.
Em seguida, um obus de morteiro caiu perto de um posto da segurança civil e deixou um ferido. Por fim, um terceiro carro-bomba explodiu no bairro residencial de Ghranata sem provocar vítimas. O ataque, que estava dirigido contra um ex-oficial superior do Exército, atingiu uma torre de telecomunicações, segundo o coronel Salaheddin.
Em Bagdá, cinco pessoas morreram e 15 ficaram feridas num atentado com bomba perto da mesquita xiita Hussein Abu Ruh.
Ao sul de Bagdá, na cidade de Hilla, três pessoas morreram e quatro ficaram feridas quando homens armados abriram fogo sem motivo aparente.
Porém, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, declarou ao canal ITV que ''a violência religiosa acabou (...) graças ao processo de reconciliação nacional e à capacidade das forças de segurança de deter os que provocam a violência religiosa''.
Segundo a página na internet Iraq Body Count, quase 60.000 civis morreram nos últimos quatro anos, enquanto os americanos e seus aliados perderam 3.500 soldados, sendo 3.220 americanos, desde a invasão de 20 de março de 2003.


