2003 foi um ano negro para a liberdade de imprensa
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segunda-feira, 03 de maio de 2004
France Presse 
Paris - Cerca de um terço da população mundial viveu privada da liberdade de imprensa em 2003, lamentou a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) em seu relatório anual, publicado como parte das comemorações do 14 dia internacional da liberdade de imprensa, celebrado ontem.
''Mais de 130 jornalistas estão presos no mundo e 42 perderam a vida em 2003 por exercer sua profissão ou expressar sua opinião, contra 25 em 2002'', informou a organização, destacando que desde 1995 estes números não tinham sido tão negativos.
Um total de 766 jornalistas foram presos, mais de 1.460, agredidos ou ameaçados e 501 meios de comunicação, censurados em todo o mundo em 2003, considerado ''um ano negro'' pela RSF.
A maioria das vítimas fatais foi registrada na Ásia e no Oriente Médio. No total, 16 profissionais perderam a vida no ano passado na Ásia, região considerada a maior prisão do mundo para os profissionais da informação, pois há mais de 200 jornalistas na prisão e mais de meios de comunicação foram censurados.
A RSF destacou que pelo menos 600 jornalistas do continente sofreram agressões ou ameaças em 2003 e condena a ''prática corrente da tortura'' em países como Paquistão, Birmânia ou Nepal.
A RSF lembra que Cuba ''é a maior prisão do mundo para jornalistas''. Segundo números da entidade, 29 jornalistas estão presos na ilha, a maioria condenados a penas de 14 a 27 anos de prisão.


