200 mil saíram de Alepo desde sábado, diz ONU
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Folhapress 
São Paulo - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou ontem que 200 mil pessoas saíram de Alepo desde sábado, dia em que começou o ataque de forças do regime de Bashar Al Assad contra rebeldes após ser feito um cerco à cidade na semana passada. A estimativa da organização se baseia nas contagens do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e na filial síria do Crescente Vermelho (versão árabe da entidade internacional).
Em comunicado, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, disse que teme pelo impacto dos ataques com artilharia pesada a civis tanto em Alepo quanto em Damasco, as duas maiores cidades do país. ''Não se sabe quanta gente ainda está presa em lugares onde continuam os combates.''
Amos afirmou que muitos moradores buscaram refúgio em escolas e outros edifícios públicos em áreas mais seguras e afirmou que os civis precisam de ajuda humanitária com urgência. Ela também fez um apelo aos dois lados do conflito que permitam a entrada de suprimentos aos civis.
Os pedidos acontecem depois de a Cruz Vermelha ter se retirado na sexta de Alepo por causa da insegurança provocada pelos enfrentamentos. A porta-voz da entidade, Carla Haddad, não descarta que as operações possam voltar, mas o grupo esperará que a situação se acalme.
Ontem os combates entre tropas de Bashar Al Assad e os opositores continuam em Alepo, assim como a saída de moradores da cidade. De acordo com moradores, faltam combustíveis, comida e água na cidade.
Os que decidem fugir lotam meios de transporte público, carros e até motos. Mais cedo, os rebeldes reivindicaram o controle de um posto estratégico que lhes permite enviar reforços e munições aos seus companheiros de armas em Aleppo, entre a cidade e a fronteira com a Turquia.
Desde a noite de domingo, a agência oficial síria Sana havia anunciado que os soldados estavam ''limpando'' a zona de Salahedin de ''terroristas'', como as autoridades se referem aos rebeldes.


