São Paulo - Jovens judeus, líderes de governo e sobreviventes do Holocausto se reuniram ontem no mais famoso campo de concentração da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Auschwitz, para participar da Marcha pela Vida.
  O dia 5 de maio é conhecido como o ‘‘Dia da Lembrança do Holocausto’’, e cerca de 20 mil pessoas caminharam cerca de três quilômetros, do campo de concentração até Birkenau, onde os primeiros-ministros de Israel, Polônia e Hungria participaram das celebrações oficiais.
  O complexo de Auschwitz-Birkenau era o maior campo de concentração construído pelos nazistas na Polônia, e uma dos principais locais usados por Adolf Hitler para as práticas de sua política genocida.
  O grupo iniciou a caminhada do portão de Auschwitz, onde há a inscrição ‘‘O trabalho liberta’’, até o campo de Birkenau, onde cinzas e pedaços de ossos humanos podem ser encontrados sob os restos do crematório. ‘‘Eu quero dizer adeus a minha mãe e minha família. Suas sepulturas não estão aqui, mas suas cinzas, sim. É difícil’’, afirmou Katia Egett, uma judia proveniente da Hungria.
  Mais de 1 milhão de judeus morreram nas câmaras de gás do campo de Birkenau. Cerca de 400 mil deles eram da Hungria. Desde 1988, a Marcha pela Vida tem levado os judeus a ver os lugares usados para as práticas genocidas durante a Segunda Guerra.

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