2 milhões de latino-americanos saem da pobreza
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quinta-feira, 02 de dezembro de 2004
Vinicius Albuquerque<br> Folhapress 
São Paulo - A América Latina terá 2 milhões de pessoas a menos vivendo abaixo da linha da pobreza nesta ano, segundo estudo divulgado ontem pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), órgão vinculado à ONU).
Entretanto, cerca de 224 milhões de pessoas ou 43% da população da região ainda continuarão vivendo com renda insuficiente para as necessidades básicas, segundo a Cepal. Em 2003, 226 milhões de pessoas (44% da população latino-americana) viviam nessa condição. É a primeira queda desde 2000.
A Cepal atribuiu a redução da pobreza à recuperação econômica de países como Brasil, Argentina e Uruguai, que enfrentaram crises financeiras nos últimos anos. ''Um crescimento maior em 2004 (das economias latino-americanas) irá permitir uma redução na taxa de pobreza'', diz o documento.
Segundo previsão divulgada terça-feira pelo Banco Mundial, as economias dos países da América Latina devem crescer mais de 5% neste ano. O Brasil deve alcançar índice semelhante, segundo economistas e membros do governo. A Cepal acredita que o crescimento da região deverá ser o maior desde 1997, mas avalia que nos últimos anos muito pouco foi feito para a redução da pobreza.
Quase 98 milhões de latino-americanos (19% da população) são definidos como extremamente pobres não conseguem comprar alimento suficiente mesmo utilizando todos os seus proventos. O número de pessoas nessa condição aumentou em 9 milhões desde 1997.


