2 jordanianos são mortos no Haiti
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Folhapress 
Nova York - A três semanas das eleições e sob comando militar provisório, dois soldados jordanianos da missão das Nações Unidas foram mortos ontem no Haiti em tiroteio na capital, Porto Príncipe. Um terceiro foi baleado e está hospitalizado em situação grave.
O incidente ocorreu enquanto a ONU ainda analisava a candidatura dos dois generais brasileiros indicados para substituir o comandante Urano Bacellar, que cometeu suicídio no início deste mês.
José Elito Carvalho Siqueira, 59 anos, e Jeannot Jansen da Silva Filho, 58, foram entrevistados ontem à noite em Nova York e aguardavam o resultado até o final do dia de ontem.
O processo foi acelerado para normalizar a missão no Haiti, que vem sofrendo fortes críticas pela escalada da violência na capital e pressões por falta de verbas internacionais, o que pode ameaçar as eleições no país.
O ataque aos soldados ocorreu ontem em um ponto de controle militar na favela Cité Soleil, na capital haitiana, segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric. Um soldado morreu no local e outro logo em seguida no hospital.
Até dezembro, a ONU contabilizava 13 mortes na missão -9 militares, 3 policiais e 1 civil estrangeiro.
Para as Nações Unidas, a morte do comandante brasileiro não desestabilizou a missão, que está sob comando transitório de um general chileno. Tampouco comenta o que teria motivado o incidente e classifica de especulações ligações entre o suicídio e a delicada situação da missão.


