184 ex-reféns ainda estão hospitalizados
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quinta-feira, 31 de outubro de 2002
France Presse 
Moscou Cento e oitenta e quatro ex-reféns continuavam hospitalizados ontem em Moscou, seis dias depois do fim da crise dos reféns que deixou 119 mortos, quase todos devido ao gás usado durante a operação de resgate das forças especiais russas, afirmaram fontes médicas citadas pela agência Interfax. Oito das pessoas hospitalizadas se encontram em estado grave, segundo estas fontes. Ontem pela manhã, 468 ex-reféns tinham deixado os hospitais de Moscou. Entretanto, outros ex-reféns voltaram para ser atentidos novamente, de acordo com estas fontes, que não informaram o número deles. O ministro da Saúde Pública, Yuri Shevchenko, revelou quarta-feira, depois de cinco dias de silêncio das autoridades russas, que o gás utilizado para pôr fim à tomada de reféns pelo comando checheno num teatro de Moscou era uma variante do Fentanyl, um derivado do ópio utilizado como sedativo e analgésico, principalmente em cirurgias.
A debilidade geral dos reféns, privados de alimentos, água e com pouco oxigênio, assim como imobilizados, agravou os efeitos deste gás sobre o organismo das pessoas reféns durante três dias no teatro, segundo o ministro.
A imprensa russa também disse que o elevado número de mortos se devia à quantidade de gás utilizada, à demora para atender às vítimas e à falta de informação dos médicos e equipes de socorro.
Prisões Os serviços russos de segurança prenderam mais de 30 pessoas suspeitas de terem ajudado o comando de chechenos que fizeram mais de 800 reféns num teatro de Moscou, anunciou a BBC quarta-feira de manhã.
Entre os presos, há conselheiros políticos e oficiais de segurança, de acordo com o site da BBC, sem citar as fontes.
''As forças da ordem tomam medidas sem precedentes para desmascarar a rede terrorista. Dezenas de pessoas foram presas e estão sob suspeita de cumplicidade no sequestro dos reféns'', declarou o ministro do Interior, Boris Gryzlov.


