15 ataques à bomba na Indonésia
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terça-feira, 26 de dezembro de 2000
Associated Press De Jacarta 
Vários carros-bomba explodiram domingo em frente a cinco igrejas cristãs de Jacarta e em outras cinco cidades da Indonésia durante as festividades da véspera de Natal, informaram a polícia e testemunhas. Segundo os últimos números oficiais, 15 pessoas morreram nos atentados de domingo, véspera de Natal. Foram 15 ataques à bomba ocorridos em nove localidades, incluindo a capital Jacarta. Pelo menos 100 pessoas ficaram feridas. Um dos atentados ocorreu próximo à Catedral católica da capital, a pouca distância da principal mesquita do país e do palácio presidencial.
As bombas em Jacarta explodiram um minuto depois da outra e todas dentro de um raio de aproximadamente um quilômetro. No total, cinco igrejas católicas e protestantes foram alvos de ataques na capital, onde três pessoas morreram. Ninguém até agora assumiu a responsabilidade pelos atentados.
Este é um ato de terror contra os cristão na noite de Natal, disse o inspetor-chefe da polícia, Supono. De acordo com ele, um dos três mortos da capital foi um homem que esperava por um ônibus em frente a uma escola cristã na região oeste da capital.
Segundo a agência de notícias oficial Antara, quatro dos mortos eram policiais que tentavam desarmar uma bomba na cidade de Pekanbaru, na ilha de Sumatra. Um civil também foi morto pela explosão. Em Bandung, no oeste da ilha de Java, a maior da Indonésia, duas pessoas morreram na explosão de uma bomba colocada na residência de um cristão. A agência Antara afirmou que ocorreram atentados também na cidade de Medan, na ilha de Sumatra, onde nove outros dispositivos foram desativados pela polícia.
Os cristão constituem 5% dos 210 milhões de indonésios em sua maioria muçulmanos. As festividades de Natal coincidem com os últimos dias do Ramadã, o mês sagrado dos islâmicos.
As tensões religiosas vêm aumentando nos últimos meses no país, com ataques de grupos muçulmanos contra restaurantes e clubes noturnos. As ações mais violentas ocorreram nas ilhas de Moluccas, no leste da Indonésia, onde cerca de 5.000 pessoas de ambas religiões morreram em dois anos de conflitos.
O presidente indonésio, Abdurrahman Wahid, denunciou que pessoas vinculadas ao antigo regime de Suharto querem agora derrubar o governo e obstruir as reformas propostas por ele.


