13 são mortos em ataque contra forças da ONU
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terça-feira, 26 de julho de 2016
Folhapress 

São Paulo - Dois homens-bomba detonaram carros cheios de explosivos nesta terça (26) do lado de fora da sede do Serviço de Ação Antiminas da Organização das Nações Unidas (ONU) em um checkpoint do Exército somali em Mogadíscio, matando 13 pessoas, incluindo sete guardas da ONU. As duas explosões aconteceram próximas à base da União Africana, segundo informou o chefe de polícia da Somália, general Mohamed Sheikh Hassan, em uma coletiva de imprensa. O Al-Shabab, grupo de rebeldes extremistas islâmicos somalis, reivindicou a autoria do ataque, de acordo com a rádio Andalus, vinculada à organização. Ao contrário de ataques anteriores da Al-Shabab, ligada à Al-Qaeda, atiradores não acompanharam os homens-bomba, afirmou o chefe de polícia.
O primeiro carro tentou ultrapassar a barreira na sede do serviço do ONU, mas guardas atiraram no carro. A segunda explosão mirou um checkpoint controlado por forças de segurança somalis próximo à base da UA em Mogadíscio, disse o general.
O Al-Shabab coordena uma insurgência contra o fraco governo somali, apoiado pela ONU, e tenta estabelecer um emirado islâmico na Somália, regido por uma visão severa do Islã. Neste mês, oito soldados foram mortos quando um carro-bomba do grupo explodiu em um campo de treinamento militar da Somália. Os terroristas entraram no local a pé, após abrir caminho com o veículo.
Em junho, o grupo atacou um hotel na capital somali, deixando ao menos 15 mortos.
Mais de 22 mil soldados e policiais servem às forças da UA, que também inclui tropas do Burundi, Djibouti, Quênia, Serra Leoa e Etiópia. O Al-Shabab se opõe à presença de tropas estrangeiras na Somália e lançou ataques contra países que contribuíram com as forças conjuntas. Embora o grupo tenha sido expulso da capital da Somália, Mogadíscio, em 2011, ele continua travar uma campanha de guerrilha que inclui o uso de bombardeios por suicidas.


