12 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado
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quarta-feira, 11 de maio de 2005
Folhapress 
Brasília - A exploração do trabalho forçado gera anualmente lucros de US$ 31,6 bilhões em todo o mundo. No total, 12,3 milhões de pessoas são vítimas dessa atividade ilegal, sendo que entre 40% e 50% são crianças. Os números estão no relatório ''Uma Aliança Global contra o Trabalho Escravo'', divulgado ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). As informações são da Agência Brasil.
De acordo com a OIT, o conceito de trabalho forçado engloba a exploração de mão-de-obra escrava. ''O trabalho escravo se refere ao trabalho forçado encontrado nas áreas rurais brasileiras'', explica a coordenadora do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da OIT, Patrícia Audi.
Segundo ela, não é possível afirmar, com base em dados comparativos, se a ocorrência dessa prática ilegal tem crescido ou não em todo o mundo, já que é a primeira vez que a OIT divulga um relatório com a estimativa global sobre o tema.
''O que mais preocupa a OIT, de uma maneira geral, é verificar que, em pleno século 21, ainda existem seres humanos submetidos a esse tipo de condição, que trabalham sem liberdade e que muitas vezes perdem as suas vidas tentando se libertar dessa situação. Que sejam 12 milhões ou que seja uma pessoa submetida a essa condição, isso deve ser razão de mobilização de toda a comunidade internacional'', defende.
Uma das principais conclusões da OIT é que, do total de pessoas vítimas do trabalho forçado, 9,8 milhões são exploradas por agentes privados e 2,5 milhões são forçadas a trabalhar pelo Estado ou por grupos rebeldes militares.
O relatório mostra que essa forma de exploração ilegal de trabalhadores, caracterizada pelo cerceamento da liberdade, ainda é um crime pouco punido em todo o mundo. A incidência de trabalho forçado é maior na Ásia e Pacífico, onde se encontram cerca de 9,5 milhões de trabalhadores nessas condições. Em seguida, estão América Latina e Caribe (1,32 milhão), África Sub-saariana, Europa Ocidental e Estados Unidos (360 mil), Oriente Médio e Norte da África (260 mil) e países do Leste Europeu (210 mil).


