Cartum Cento e quinze pessoas morreram na madrugada de ontem em um acidente com um avião da companhia Sudan Airways no leste do Sudão, declarou um porta-voz do governo sudanês, precisando que o único sobrevivente foi um menino de dois anos.
O chefe das forças de defesa antiaérea do Sudão, general Nur al Hoda Fadlala, morreu no acidente, precisou, por sua vez, um porta-voz da companhia.
O piloto avisou estar com ''problemas técnicos'' dez minutos depois da decolagem do aparelho, um Boeing 737, de Porto Sudão, às margens do Mar Vermelho, e anunciou à torre de controle que ia tentar voltar ao aeroporto de origem, informou à AFP o porta-voz Abdel Hamid Abdin.
''O avião decolou esta manhã. Minutos depois, o piloto iniciou comunicação para dizer que estava com dificuldades e que ia voltar para o aeroporto'', declarou o secretário de Estado encarregado da aviação civil, Mohamed Hassan al Bahi, citado pela rádio nacional Omdurman.
Mas o avião, que se dirigia para Cartum, caiu a 18 km do aeroporto, acrescentou Abdin.
''Estava muito perto do mar'', declarou o Abdin, que disse ignorar se o piloto tentou fazer um pouso de emergência nas águas. ''Não sabemos o que ele pretendia fazer'', acrescentou.
''Todos os passageiros, com exceção de um menino, morreram. A preocupação agora é recuperar os corpos'', afirmou o porta-voz do governo, precisando que a maioria das vítimas eram sudanesas.
Oito estrangeiros, entre eles três indianos, um britânico, um etíope, um chinês e um saudita, figuram entre as vítimas. Os onze tripulantes do vôo morreram.
Uma equipe técnica se encontra no lugar da queda para investigar as causas do acidente, que não causou vítimas em terra.

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