Terremoto mata 3 mil no Afeganistão
Número pode ser superior, pois região atingida tinha 60 mil pessoas, a maior parte em lugarejos inacessíveis
Reuter
Saeed Khan/France PresseTarefaEquipes da ONU deixam a cidade de Faizabad para prestar socorro aos sobreviventes do norte do paísCerca de 3 mil pessoas morreram e 2 mil ficaram feridas ontem em consequência de um terremoto de magnitude 7,1 na Escala Richter que atingiu duas províncias do Afeganistão, na Ásia Central, segundo estimativas de trabalhadores voluntários estrangeiros que chegaram à região.
Cerca de 50 povoados foram afetados e mais de 4 mil moradias destruídas. O tremor, ocorrido nas regiões montanhosas de Takhar e Badakhshan, no norte do país, provocou deslizamentos e soterrou vários vilarejos.
Segundo a porta-voz das Nações Unidas no vizinho Paquistão, Sarah Russell, a vila de Shari Basurkh foi a mais prejudicada. Quase 2 mil pessoas morreram nas redondezas, incluindo 140 crianças em uma no povoado de Rostaq, que já havia sido muito afetada por um terremoto em fevereiro, com 6,1 graus na escala Richter. Esse tremor destruiu 14 povoados e matou 4 mil pessoas.
O maior problema do governo e das organizações internacionais é o transporte da ajuda até o local. ‘‘Leva dias para alguém chegar a cavalo ou mula a Shari Basurkh, indo da cidade mais próxima, Faizabad, também atingida. Não há estradas que levem à região’’, informou a ONU, em um comunicado.
A entidade está preparando barracas e roupas para enviar à área com urgência e depois enviará alimentos, água e remédios. Um avião da entidade não conseguiu aterrissar no aeroporto de Khoja Ghar, ao Sul de Rostaq, por causa das más condições climáticas.
O degelo da neve provocou deslizamentos de terrenos e deixou várias pistas inutilizadas. As chuvas e a forte neblina prejudicam, também, a avaliação da extensão dos danos na região. Ainda assim, o clima está bem melhor do que em fevereiro, quando a região se encontrava em pleno inverno, com fortes ventos, tormentas de neve e temperaturas glaciais.
Calcula-se que em toda a região afetada pelo terremoto vivam 60 mil pessoas, espalhadas por vilarejos inacessíveis.

mockup