O presidente paraguaio, Juan Carlos Wasmosy, na qualidade de comandante-em-chefe das Forças Armadas, ordenou ontem a prisão por 30 dias do general da reserva Lino César Oviedo ‘‘por reiterada falta de respeito a seu superior’’. Em abril de 1996, Wasmosy acusou Oviedo de tentar dar um golpe militar.
A comunicação foi entregue ontem aos principais colaboradores de Oviedo, já que ele está no interior do país. A resolução baseia-se na disposição do Estatuto do Tribunal Militar, que obriga aos efetivos na reserva a guardar decoro, conduta e o respeito aos chefes e instituições militares, esclareceu José Appleyard, advogado de Oviedo.
Em declarações feitas na terça-feira, tanto à imprensa local como estrangeira, Oviedo fez todo o tipo de acusações a Wasmosy e a altos chefes militares. Chamou o presidente de corrupto e disse que ‘‘Wasmosy comeu todos os guaranis, os dólares e o ouro do país’’.
Candidatura Oviedo foi eleito no mês passado candidato do governista Partido Colorado às eleições presidenciais, porém outros candidatos do partido entraram com pedido de impugnação dos resultados das eleições partidárias alegando fraude.
O general prometeu na semana passada que se for despojado de sua candidatura haverá um levante de seus seguidores e o fechamento de todas as estradas do país.
Segundo a ordem de prisão, Oviedo deverá ficar recluso no comando na 1ª Divisão de Infantaria.
Seus assessores diretos adiantaram que não conseguiram se comunicar ainda com Oviedo para saber de sua reação em face da punição.

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