Determinado a reforçar a vigilância na zona de exclusão aérea delimitada pela ONU no norte do Iraque, o Departamento de Defesa dos EUA ordenou ontem à tripulação do porta-aviões Nimitz que antecipasse em quatro ou cinco dias a chegada da embarcação ao Golfo Pérsico. O porta-voz da Casa Branca, Mike McCurry, justificou a medida reiterando a ‘‘disposição americana em assegurar o rigoroso cumprimento da resolução das Nações Unidas’’ que determinou o embargo aéreo. Por outro lado, o porta-voz do Pentágono, Kenneth Bacon, já havia informado, na terça-feira, que os Estados Unidos se manteriam firmes na aplicação desta medida de proibição.
O envio urgente do Nimitz ao Golfo ocorre dias depois de a aviação iraniana ter violado a zona de exclusão e o espaço aéreo iraquiano para atacar bases de opositores ao regime de Teerã instaladas no norte do Iraque. No começo da semana, o Departamento de Estado havia advertido o Irã de que poderia ter seus aviões abatidos caso voltasse a sobrevoar a área.
A chegada do Nimitz à região do Golfo Pérsico estava prevista para a última semana do mês. Mas, com a nova ordem de Washington, o comando do porta-aviões cancelou a escala que faria em Cingapura e agora se dirige diretamente para as proximidades do Iraque.
O governo iraniano, por meio de nota emitida pela agência oficial do país, a Irna, justificou o ataque às bases da oposição no território iraquiano alegando que ele era parte de uma série de ‘‘medidas defensivas contra terroristas instalados no Iraque com o consentimento do regime de Bagdᒒ. Oito aviões de combate iranianos foram utilizados no ataque a dois campos do movimento Mujaedin Khalq, principal grupo de oposição ao regime islâmico xiita de Teerã.

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