PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Reuter Maastricht, Holanda 
O governo dos Estados Unidos anunciou ontem que lançará raios laser contra um satélite para comprovar a vulnerabilidade das sondas espaciais às modernas armas, numa experiência que lembra o projeto da Guerra nas Estrelas.
No teste, será usado pela primeira vez o raio Miracl (iniciais em inglês de Laser Químico Avançado de Raios Médios Infravermelhos), informou Ken Bacon, porta-voz do secretário de Defesa dos EUA, William Cohen, que participa de uma reunião da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) em Maastricht.
Segundo Bacon, o Miracl será disparado desde uma base militar no deserto do Novo México contra um satélite americano, que está a 450 quilômetros da superfície terrestre. Um primeiro disparo - de aproximadamente um segundo - servirá para localizar o satélite com exatidão, enquanto um segundo disparo - de menos de 10 segundos - deverá danificar o Msti-3, um dos mais velhos satélites espiões dos EUA ainda em atividade.
Espera-se que o laser não destrua completamente o satélite, mas que apenas o acerte com delicadeza, como disse o porta-voz, para que os cientistas possam analisar o efeito do impacto.
As autoridades americanas destacaram, porém, que o teste com o raio da morte não representa uma violação de tratados internacionais e sim um exercício bélico totalmente defensivo. Queremos apenas controlar a vulnerabilidade potencial de nossos satélites, informaram funcionários do Pentágono.


