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quinta-feira, 25 de setembro de 1997
Reuter Jerusalém 
Israel recebeu ontem uma chuva de críticas contra sua política de assentamentos depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu construir mais 300 casas para judeus na Cisjordânia.
A secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, respondeu ao anúncio renovando um pedido pelo congelamento da expansão de assentamentos judeus, dizendo que tal ação prejudica o clima para uma retomada das emperradas conversações de paz entre Israel e a OLP.
É muito importante que seja dado um tempo, afirmou ela numa entrevista coletiva nas Nações Unidas, em Nova York, repetindo a expressão que ela usou em sua primeira visita ao Oriente Médio este mês.
O governo de Israel também se viu frente a uma nova ameaça de segurança feita pelo grupo militante muçulmano palestino Hamas.
Seu braço militar prometeu levar para o exterior uma sangrenta campanha de ataques suicidas à bomba contra alvos israelenses, num panfleto no qual acusou o Estado judeu de tentar assassinar um de seus líderes políticos na Jordânia.
Netanyahu, que tem se recusado a entregar mais territórios aos palestinos até que o presidente Yasser Arafat reprima seus extremistas, fez um desafiador discurso sobre assentamentos na noite de quarta-feira.
Ele prometeu a adolescentes religiosos judeus em Efrat, na Cisjordânia, que seu governo irá construir 300 novas casas no assentamento deles e em outros em todas as terras ocupadas na Guerra dos Seis Dias de 1967.


