PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de setembro de 1997
Reuter 
Argel
O Exército Islâmico de Salvação (EIS), braço armado do grupo integrista argelino Frente Islâmica de Salvação (FIS), anunciou um cessar-fogo unilateral para o dia 1º em resposta a medidas conciliatórias adotadas pelo governo e com o objetivo de expor e isolar o sanguinário Grupo Islâmico Armado (GIA), responsável pelos piores massacres dos últimos anos no país.
O anúncio, sem precedentes, foi divulgado ontem pela imprensa, um dia depois que, segundo autoridades, extremistas do GIA degolaram ou mataram a tiros entre 200 e 250 civis em Bentalha, nos arredores de Argel. É improvável, porém, que a iniciativa do EIS ponha um fim imediato à violência.
Num comunicado datado de domingo, o comandante do EIS, Madani Mezerag, afirmou que o GIA e forças que o manipulam estão combatendo as iniciativas conciliatórias do governo para pôr fim a cinco anos de guerra civil.
Para destruir os planos daqueles que tentam prejudicar a Argélia, o emir nacional do EIS ordena que todos os chefes das companhias sob seu comando parem com as operações de combate a partir de 1º de outubro.
Depois de lembrar que as autoridades libertaram em julho o líder da FIS, Abassi Madani, e o número 3 da organização, Abdelkader Hachani, Mezerag conclamou todos os outros grupos apegados aos interesses da religião e da nação a aderirem à trégua, a fim de desmascarar o inimigo que se oculta atrás dos abomináveis massacres e isolar os criminosos do GIA e aqueles que se ocultam atrás deles.


