Argel
O Exército Islâmico de Salvação (EIS), braço armado do grupo integrista argelino Frente Islâmica de Salvação (FIS), anunciou um cessar-fogo unilateral para o dia 1º em resposta a medidas conciliatórias adotadas pelo governo e com o objetivo de ‘‘expor e isolar’’ o sanguinário Grupo Islâmico Armado (GIA), responsável pelos piores massacres dos últimos anos no país.
O anúncio, sem precedentes, foi divulgado ontem pela imprensa, um dia depois que, segundo autoridades, extremistas do GIA degolaram ou mataram a tiros entre 200 e 250 civis em Bentalha, nos arredores de Argel. É improvável, porém, que a iniciativa do EIS ponha um fim imediato à violência.
Num comunicado datado de domingo, o comandante do EIS, Madani Mezerag, afirmou que o GIA e ‘‘forças que o manipulam’’ estão combatendo as iniciativas conciliatórias do governo para pôr fim a cinco anos de guerra civil.
‘‘Para destruir os planos daqueles que tentam prejudicar a Argélia, o emir nacional do EIS ordena que todos os chefes das companhias sob seu comando parem com as operações de combate a partir de 1º de outubro.’’
Depois de lembrar que as autoridades libertaram em julho o líder da FIS, Abassi Madani, e o número 3 da organização, Abdelkader Hachani, Mezerag conclamou ‘‘todos os outros grupos apegados aos interesses da religião e da nação’’ a aderirem à trégua, ‘‘a fim de desmascarar o inimigo que se oculta atrás dos abomináveis massacres e isolar os criminosos do GIA e aqueles que se ocultam atrás deles’’.

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