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terça-feira, 23 de setembro de 1997
Reuter Paris 
France PresseUma jovem mulher chora, desesperada, ante a violência do massacreTestemunhas informaram ontem que cerca de 200 civis foram mortos no subúrbio de Baraki, de Argel, num massacre realizado durante a noite, que durou quatro horas e espalhou pânico pela cidade.
As autoridades disseram que 85 pessoas morreram e 67 ficaram feridas, sendo que quase a metade em estado grave.
Há pelo menos duzentos mortos, talvez até mais, disse um morador falando por telefone sobre a matança.
A chacina, tanto de acordo com números oficiais quanto de testemunhas, foi o segundo ataque mais sangrento nos quase seis anos de violência na Argélia.
O porta-voz do governo Hamraoui Habib Chawki negou relatos da mídia estrangeira dando conta que o número de mortos era superior a 85, informou a agência de notícias oficial da Argélia, a APS.
O ataque de segunda-feira seguiu-se a outro ocorrido em agosto no qual autoridades disseram que 98 pessoas foram assassinadas. Mas testemunhas dizem que mais de 300 morreram.
As autoridades responsabilizam rebeldes muçulmanos pela violência que explodiu no país do norte da África no começo de 1992, depois que o governo cancelou uma eleição geral na qual a Frente de Salvação Islâmica (FIS) havia assumido uma sólida dianteira. Desde então, cerca de 61 mil pessoas morreram.
Um morador disse que o mais recente ataque espalhou pânico no subúrbio que, como a maioria da cidade de três milhões de habitantes, vive um clima de terror.
Os assassinos chegaram por volta da meia-noite; puseram fogo ao redor da área e atiraram granadas nas casas para forçar as pessoas que estavam dormindo a sair; uma vez que isto aconteceu, elas tiveram suas gargantas cortadas.


