Israel anunciou ontem que tinha provas conclusivas de que quatro homens-bomba que promoveram ataques suicidas em Jerusalém - matando 20 israelenses - eram palestinos da Cisjordânia pertencentes ao grupo militante islâmico Hamas.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que inteligência de segurança e testes genéticos mostraram que o presidente palestino, Yasser Arafat, estava errado quando assegurou que os homens-bomba nos dois ataques tinham vindo do exterior. ‘‘Uma coisa é clara: essas pessoas vieram da Cisjordânia. Elas não vieram do exterior’’, disse Netanyahu a repórteres.
O escritório de Netanyahu divulgou um comunicado afirmando que os quatro, todos na casa dos 20 anos, viviam em Asira al-Shamaliya, uma cidade palestina da Cisjordânia de 12 mil habitantes nas proximidades de Nablus. Segundo o comunicado, a identificação foi baseada em informação de inteligência e testes de DNA.
‘‘O Serviço Geral de Segurança, ajudado por testes laboratoriais feitos pelo Instituto Forense Governamental, identificou quatro dos cinco homens-bomba suicidas’’, afirmou-se no comunicado.
Um morador de 35 anos da cidade da Cisjordânia, Mustafa Suleiman al-Shuli, disse que os quatro homens apareceram no local antes dos atentados, mas não foram mais vistos desde então. Israel os identificou como sendo Moawiya Jarara, 23 anos, Bashar Sawalha, 24, Youssef Shouli, 22, e Tawfiq Yassin, 25.

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