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segunda-feira, 22 de setembro de 1997
Reuter Nova York 
France PresseNa ONUO presidente norte-americano, Bill Clinton, conversa com o atual e o ex-presidente da GuatemalaO presidente norte-americano, Bill Clinton, anunciou ontem sua vontade de solucionar o problema da imensa dívida dos Estados Unidos com as Nações Unidas, mas pediu uma redução das cotas de seu país, atualmente de 25%, em seu discurso à Assembléia Geral da ONU, reunida ontem em Nova York. Pouco antes, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia pedido a adoção de um pacote de reformas para a organização e aos devedores o pagamento das contribuições atrasadas.
A dívida de Washington com a ONU é de cerca de US$ 1,5 bilhão e levou a organização a uma situação próxima à bancarrota. Pela primeira vez desde que sou presidente tenho a oportunidade de solucionar de uma vez por todas o problema da dívida e os pagamentos atrasados e colocar a ONU numa base financeira mais sã no futuro, disse Clinton.
O presidente norte-americano explicou que deu prioridade ao trabalho com o Congresso sobre uma legislação que permita o pagamento do substancial das contribuições atrasadas e garanta uma cota menor dos EUA no futuro. O Congresso norte-americano, dominado pelos republicanos, e o governo de Clinton pretendem reduzir a cota dos EUA no orçamento da ONU de 25% para 20% para o ano 2000, condicionando o pagamento atrasado a essa redução de cota.
Essa condição é considerada inaceitável pelos demais países membros da ONU, que rejeitam negociar qualquer redução da cota americana antes que Washington pague o que deve. A Grã-Bretanha pediu ontem aos EUA para pagarem sua dívida e rejeitou a proposta de Clinton de reduzir as contribuições de Washington.
Num discurso genérico no qual revisou a situação internacional e deu seu apoio às reformas da ONU, propostas por Annan, Clinton felicitou o trabalho de pacificação liderado pelas Nações Unidas em vários países, entre eles El Salvador e Haiti, e anunciou que enviou o Tratado de Proibição de Testes Nucleares ao Senado para ser ratificado. O tratado, adotado pela Assembléia Geral da ONU há um ano, proíbe as explosões nucleares tanto para fins pacíficos como para a fabricação de armas.


