France PresseSímboloO menino de 13 anos, que perdeu as pernas, é símbolo da luta antiminasO presidente Bill Clinton tirou ontem os Estados Unidos de um tratado global para banir o uso de minas terrestres a despeito dos esforços de última hora para chegar-se a um acordo, dizendo que não queria pôr em perigo a segurança dos soldados norte-americanos.
Mas Clinton, ao mesmo tempo em que rejeitou a intensa pressão internacional para aderir ao tratado já endossado por quase 90 países, incluindo os principais aliados dos EUA, ordenou que o Pentágono desenvolvesse alternativas para tornar as minas obsoletas por volta de 2006.
‘‘Há uma linha que eu simplesmente não posso cruzar que é a segurança de nossos homens e mulheres uniformizados’’, disse Clinton em Washington ao anunciar sua decisão de não participar do tratado patrocinado pelo Canadá.
O movimento para banir tais armas vive um momento emocional desde a morte da princesa Diana, que lutava contra as minas e visitou a Bósnia em sua campanha pouco antes de morrer num acidente de carro.
No entanto, os dirigentes militares norte-americanos opuseram-se totalmente ao tratado, insistindo que uma implementação imediata do pacto exporia as forças americanas a um risco desnecessário.
‘‘Eu não mandarei nossos soldados para defender a liberdade de nosso povo e a liberdade de outros sem fazer todo o possível para dar-lhes segurança’’, disse Clinton.
Na capital norueguesa ontem, dezenas de países assinaram um pacto antiminas terrestres, mas o documento não incluiu as prerrogativas que o governo de Washington queria.
Não houve objeções quando Jacob Selebi, presidente da conferência onde se discute o pacto em Oslo, sugeriu que o texto fosse adotado hoje sem as restrições norte-americanas e que o tratado final para a proibição global das minas fosse assinado em Ottawa, no mês de dezembro.
No entanto, vários poderes militares significativos como a Rússia, China, Índia, Paquistão e Israel mantiveram-se afastados das negociações do tratado.
Além de querer usar as minas na península coreana por mais nove anos, o governo dos EUA também pretendia que fosse aberta uma exceção para suas minas ‘‘inteligentes’’ que protegem minas antitanques.

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