O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou ontem que estava se esforçando para desarmar uma crise provocada pela tomada por parte de colonos judeus de duas moradias na árabe Jerusalém Oriental.
Netanyahu cancelou uma parada na Romênia de um giro por três países europeus planejado originalmente para começar amanhã. ‘‘Estamos tentando alcançar algum tipo de saída razoável. Não posso dizer nada além disso’’, afirmou.
A Autoridade Palestina e o chefe de polícia de Israel têm advertido que a tomada por quatro famílias de colonos de uma casa e outra construção na vizinhança árabe de Ras al-Amoud, de 11 mil habitantes, no domingo, pode resultar num banho de sangue.
A iniciativa dos colonos promovida à noite foi realizada apenas dias depois que a secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, pediu a Israel para ‘‘dar um tempo’’ na expansão de assentamentos e em outros passos unilaterais que os palestinos consideram provocativos.
A Autoridade Palestina e esquerdistas israelenses exigem que os colonos sejam retirados imediatamente.
Mais cedo, a AP acusou o governo de Israel de ter participação na ação dos colonos, que aparentemente pegou os líderes israelenses de surpresa.
‘‘Este é um passo planejado que não é inocente como o governo israelense está tentando mostrar’’, afirmou o negociador-chefe palestino Saeb Erekat.

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