PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Reuter Jerusalém 
A secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, pediu publicamente ontem a Israel para congelar a expansão de assentamentos, dizendo que dar um tempo nas ações que os palestinos consideram provocativas poderia ajudar a salvar o processo de paz.
Israel, pego desprevenido, respondeu com dureza, anunciando que não poderia congelar os assentamentos assim como não podemos congelar a vida
Albright fez o apelo num discurso televisionado, sem aviso prévio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, contendo a mais dura linguagem pública que já adotou em suas políticas desde que assumiu o cargo em janeiro.
Acusando ambos os lados por uma crise que ela considerou não ser nem inevitável e nem acidental, Albright disse que Israel e a Autoridade Palestina, de Yasser Arafat, não cumpriram suas obrigações plenas como parceiros na paz previstas nos acordos de paz de Oslo.
A secretária expressou ter poucas esperanças de que sua primeira missão no Oriente Médio, para tentar restaurar a confiança abalada pela construção de assentamentos e ataques suicidas a bomba, possa alcançar algum progresso.
Eu sou uma realista e não uma mágica e não posso tirar um coelho da cartola se ele não está lá, disse ela a estudantes num discurso numa escola secundária de elite em Jerusalém.
Albright assinalou a necessidade de Arafat reprimir militantes muçulmanos por trás dos ataques contra israelenses como a prioridade premente, dizendo que derrotar o terrorismo era um objetivo global e que os palestinos têm uma obrigação sagrada de fazê-lo.


