A secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, pediu publicamente ontem a Israel para congelar a expansão de assentamentos, dizendo que dar um ‘‘tempo’’ nas ações que os palestinos consideram provocativas poderia ajudar a salvar o processo de paz.
Israel, pego desprevenido, respondeu com dureza, anunciando que não poderia congelar os assentamentos ‘‘assim como não podemos congelar a vida’’
Albright fez o apelo num discurso televisionado, sem aviso prévio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, contendo a mais dura linguagem pública que já adotou em suas políticas desde que assumiu o cargo em janeiro.
Acusando ambos os lados por uma crise que ela considerou não ser ‘‘nem inevitável e nem acidental’’, Albright disse que Israel e a Autoridade Palestina, de Yasser Arafat, não cumpriram ‘‘suas obrigações plenas como parceiros na paz’’ previstas nos acordos de paz de Oslo.
A secretária expressou ter poucas esperanças de que sua primeira missão no Oriente Médio, para tentar restaurar a confiança abalada pela construção de assentamentos e ataques suicidas a bomba, possa alcançar algum progresso.
‘‘Eu sou uma realista e não uma mágica e não posso tirar um coelho da cartola se ele não está lᒒ, disse ela a estudantes num discurso numa escola secundária de elite em Jerusalém.
Albright assinalou a necessidade de Arafat reprimir militantes muçulmanos por trás dos ataques contra israelenses como a prioridade premente, dizendo que derrotar o ‘‘terrorismo’’ era um objetivo global e que os palestinos têm uma ‘‘obrigação sagrada’’ de fazê-lo.

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