PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de setembro de 1997
Reuter Jerusalém 
Israel e a Autoridade Palestina se acusaram mutuamente ontem pela profunda crise no processo de paz, enquanto os dois lados buscavam influenciar a agenda da visita da secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright.
Israel, abalado por um triplo atentado suicida a bomba na semana passada e em alerta máximo contra novos ataques, está exigindo que Albright use os músculos dos EUA para pressionar o presidente palestino, Yasser Arafat, a esmagar grupos islâmicos em áreas sob seu controle.
O Estado judeu anunciou que a detenção por parte da AP de cerca de 35 suspeitos na Cisjordânia antes da chegada hoje de Albright não atendia suas exigências por sérias ações. Não é a verdadeira repressão, um porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O escritório de Netanyahu divulgou uma lista de 10 exigências sobre segurança que, segundo ele, a AP tem de cumprir para garantir a integridade do processo de paz.
Entre as exigências estão a plena cooperação de segurança com Israel, eliminação de supostos elementos terroristas das força policial palestina e colocar na ilegalidade grupos que defendem ou praticam a violência.
O porta-voz de Arafat, Marwan Kanafani, classificou as exigências de ridículas. Elas são não apenas um pretexto para estragar a visita de Albright mas também para torpedear o processo de paz, disse.


