France PresseInvestigaçãoMagistrados franceses se dirigem ao local do acidente para levantar novas evidências sobre a tragédiaNovos testes sanguíneos em Henri Paul, o motorista que morreu com a princesa Diana num acidente de carro em alta velocidade em Paris, mostraram que ele havia tomado drogas antidepressivas antes de assumir o volante, disse ontem uma fonte próxima ao inquérito.
Os testes também confirmaram que Paul, cuja família rechaçava notícias iniciais de que ele estava embriagado, tinha três vezes mais álcool no sangue do que o limite legal para motoristas na França, afirmou a fonte.
Segundo o informante, que pediu para não ser identificado, o antidepressivo pode ter multiplicado o efeito danoso de qualquer drinque que Paul tenha tomado antes do acidente.
Perguntada se outras substâncias além de álcool haviam sido detectadas nos últimos testes, a fonte afirmou: ‘‘Sim, drogas do tipo antidepressivas’’. Ele não deu mais detalhes.
A segunda bateria de testes sanguíneos foi ‘‘totalmente compatível’’ com análises anteriores que detectaram entre 1,7 e 1,8 gramas de álcool por litro de sangue em Paul. Os testes iniciais do sangue de Paul foram realizados pouco depois da batida por dois laboratórios independentes.
‘‘Os últimos testes confirmaram os primeiros’’, disse a fonte. Isto significa que ele bebeu o equivalente a dois aperitivos e uma garrafa de vinho antes do acidente.
Magistrados franceses promovendo um inquérito criminal sobre as causas da batida foram ontem ao local do acidente para ajudar a levantar evidências no caso.
A polícia parisiense acompanhou os magistrados Herve Stephan e Marie-Christine Devidal durante a exploração de meia-hora do local, o túnel Place de l’Alma sob o rio Sena.
Fontes policiais negaram notícias de que o carro teria sido filmado por uma câmara de vigilância mostrando que estava a 196 km/h. Investigadores acreditam que o veículo estava correndo entre 150 e 180 km/h.

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