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sexta-feira, 05 de setembro de 1997
Reuter Ansariyah, Líbano 
France PressLutoMinistro israelense no sepultamento de um dos oficiais mortos no LibanoPelo menos 11 militares israelenses morreram ontem de madrugada numa desastrosa incursão ao norte da zona de segurança ocupada por Israel no sul do Líbano, reprimida por forças do Exército libanês e dos grupos guerrilheiros Amal e Hizbollah. Um 12º militar desapareceu, aparentemente destroçado por uma explosão. Dois civis libaneses - uma mulher e um bebê - também morreram.
Foi o maior número de baixas israelenses numa batalha no Líbano desde 1985. O confronto ocorreu apenas dez horas depois que um triplo atentado suicida do grupo palestino Hamas deixou sete mortos (incluindo os três homens-bomba) em Jerusalém e acrescentou nova urgência a uma missão para resgatar o processo de paz.
Israel anunciou que 10 comandos da Marinha foram mortos num ataque, juntos com um oficial médico numa missão de resgate, um 12º comando estava desaparecido, presumivelmente morto, e quatro foram feridos.
Uma fonte de segurança no Líbano disse que o número de israelenses mortos é grande. Pelo menos doze foram mortos.
As perdas de Israel fizeram aumentar a revolta causada pelo triplo atentado suicida a bomba de quinta-feira no calçadão de pedrestres de Ben-Yehuda, na Jerusalém Ocidental, nas proximidades de um mercado onde homens-bomba mataram 17 pessoas há apenas cinco semanas.
O chefe do Estado-Maior israelense, Amnon Shahak, disse que a força comando havia desembarcado na costa ao norte da cidade portuária de Tiro. Ele afirmou que os explosivos que eles carregavam explodiram quando foram emboscados por guerrilheiros.
Em Beirute, o secretário-geral do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse que o grupo radical xiita não tinha feito prisioneiros israelenses. Ele advertiu a soldados de Israel para não colocarem o pé no Líbano.


