Web oferece listas de e-mail
Segundo Caio Túlio Costa, diretor-geral do UOL, as normas de seu provedorquanto a spam são tão rígidas que não se pode revelá-las. Não posso lhe dizer nada mais específico sobre nossas medidas, porque os spammers logo nos atacariam. Inclusive, nem ao pessoal da segurança é permitido falar sobre isso. Mas por contrato nossos usuários são proibidos de praticar spam e tomamos todas as medidas contra esse abuso. Infelizmente, os e-mails das pessoas estão na Rede, elas não tomam os devidos cuidados para resguardá-los, e os spammers são muito criativos.
De fato. Existem inclusive sites que vendem listas imensas de endereços de e-mail, até com tabelas (!) de preços. Um espertalhão, para citar apenas um deles, mandou na última semana um spam a vários internautas em que oferecia 16 milhões de e-mails por R$ 1.300. Outra página da Web oferece 2,5 milhões de e-mails em diversos pacotes, a partir de R$ 50,00 (!!).
Estarão os spammers mais profissionais? Para Jerônimo Barros, um ex-integrante do Movimento AntiSpam que costuma ser contactado pelo próprio Maps ou por outros sites, como o Orbs (Open-Relay Behavior Modification System, que recentemente fechou parceria com o Bigfoot), a resposta é sim. Pelo mundo, sempre houve profissionais. E, infelizmente, vê-se que aqui no Brasil vários spammers estão se profissionalizando, principalmente com o surgimento do acesso gratuito/anônimo e de algumas ferramentas específicas que podem ser usadas para este fim. Há várias delas na Web, diz.
Então, como se proteger? O usuário deve, antes de mais nada, sair de qualquer lista onde haja spam e, caso não consiga, contatar seu provedor. Se isso ainda não adiantar, vale procurar os grandes sites contra e-mails abusivos, que dão dicas para filtrar ou bloquear o spam, através de programas diversos. E Jerônimo sugere as políticas ideais a serem adotadas pelos provedores de acesso. Eles devem ter uma cláusula clara no contrato do usuário, prevendo suspensão e até cancelamento da conta em caso de reincidência em spam; adotar em seus servidores de e-mail o uso das listas de bloqueio de Maps e Orbs; manter uma equipe pronta a tratar destes assuntos; ter seus contatos sempre atualizados (na home-page e no whois do Registro.br, por exemplo, já ajuda muito) e criar os e-mails sugeridos em http://www.ietf. rnp.br/ftp/rfc/rfc2142.txt>, que têm como objetivo facilitar o contato com o administrador dos sites de onde sai spam, enumera ele. Por fim, o provedor deve observar sempre a netiqueta e responder educadamente a todas as notificações de spam, informando as providências tomadas para coibi-lo. A batalha anti-spam na Web www.mailabuse.org -





