As soluções propostas acabam com a idéia de se ‘navegar’ no celular, algo que é, se não impossível, pelo menos extremamente trabalhoso. Entre elas, estão a personalização, a localização e a ampliação do leque de serviços WAP para o mundo B2B.
‘‘As empresas ainda estão testando como agradar ao usuário de celular a partir do ano que vem, porque a tecnologia agora é muito limitada. Hoje, o dispositivo frustra. O usuário não quer navegar nele’’, diz Paulo César Bonnucci, CEO da W-Aura, desenvolvedora de soluções wireless e parceira de Ericsson e ATL (cujo portal WAP deve sair nas próximas semanas).
‘‘Mas, em 2001, os dados que temos indicam um grande crescimento, e isso só para falar de celulares. Na área B2B, imaginamos que há várias funcionalidades e transações que poderão ser feitas em aparelhos sem fio, seja celular, palmtop, PDA. Por exemplo: coleta de pedidos, pagamentos, consulta e transferência de estoques, coleta de informações de contas de luz... E, do ponto de vista do usuário, nossa abordagem é oferecer serviço personalizado, customizado, via aplicações integradas.’’
Para Fernando Teixeira, diretor de tecnologia da Lotus, é preciso lembrar que WAP não é só telefone celular. ‘‘Aliás, o celular é a restrição do WAP. WAP é qualquer device’’, diz. ‘‘Brevemente veremos outra onda wireless em que ele estará nas aplicações do dia-a-dia, nas empresas... Por isso estamos investindo na pervasive computing (computação em todo lugar).’’
A Lotus criou um conector, que se chama Mobile Server for Domino, o qual permite a qualquer usuário com device WAP acessar o servidor Notes e abrir as aplicações Domino nativamente. ‘‘A PM de Belo Horizonte hoje está testando um projeto que desenvolvemos com um parceiro nosso. Ele permite a cada PM usar um celular e, se encontrar um indivíduo suspeito ou um carro mal estacionado, etc, na mesma hora ele pode entrar com o CPF da pessoa ou a placa do carro no aparelho. O número vai para a Polícia, onde é verificado, e retorna ao celular do policial, que toma então as providências cabíveis’’, completa.
Segundo Paulo Mannheimer, CEO do site Elefante, nesse primeiro momento fez-se muito barulho sobre WAP. ‘‘A tecnologia ainda decepciona’’, afirma. ‘‘Falta uma killer application que a consolide. O celular deve ter alertas, ninguém quer ficar lendo o tempo todo na tela do aparelho. É bem verdade que agora o serviço apresenta mais personalização do que quando foi lançado. Mas, além disso, o conteúdo no aparelho deve ser localizado e extremamente atual.
Mannheimer diz que o Elefante vai lançar essa killer application até o fim de janeiro, mas recusou-se a revelar um milímetro a mais. Entretanto, por falar em aplicações e gracinhas, já existem esforços para tornar o WAP local mais ágil. A começar pelo próprio Elefante, que tornou agenda e caderno de endereços acessível pelo celular.
Já o SeliG, ramo WAP do IG, conta com vários serviços desse tipo: o MeliG customiza notícias, cotações, programação noturna, notas sobre tempo e trânsito, etc; o Co-Piloto indica o melhor caminho entre ruas; e há até um Tamagochi celular, o iGuinho.
‘‘Tentamos equilibrar o público profissional com o mais jovem, do fim de semana’’, explica o presidente do site, Fabian de la Rúa. (Agência OGlobo)

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