Em plena final de Copa do Mundo, os usuários de computadores vão ter que se preocupar com mais um vírus, capaz de destruir todo o conteúdo do disco rígido da máquina neste domingo (dia da última partida do campeonato).
Descoberto por técnicos espanhóis e apelidado de ‘‘vírus do Mundial’’, ele pode afetar o programa Word 97, um dos processadores de texto mais usados em todo o mundo, ao mesmo tempo em que exalta a Copa e pede a opinião do usuário sobre quem ganhará o torneio.
Segundo técnicos paranaenses de informática, o vírus ainda não foi detectado por usuários do Estado, mas é preciso tomar cuidado. ‘‘É um vírus novo, que deve ter sido criado no mês passado na Europa, mas ainda não chegou a espalhar e não temos notícia de estragos causados por ele em computadores no Brasil’’, disse Eduardo Iwersen, analista de informática da Celepar (Companhia de Informática do Paraná).
O vírus chega até a máquina por disquete contaminado ou transmitido pela Internet, alojado em e-mail. Ele se instala em lugares específicos do sistema ou do programa e o ‘ataque’ pode ocorrer por uma data ou comando, pelo uso de certos arquivos ou simplesmente ao ligar a máquina. No caso do vírus do Mundial, a data (12 de julho) será o detonador.
Para identificar o vírus, o usuário que abrir um documento do Word 97 deve enxergar na tela a seguinte mensagem: ‘‘Viva a Copa do Mundo!’. Enquanto isso, o vírus age no micro, destruindo e alterando informações contidas no disco rígido, onde estão armazenados todos os arquivos.
Além de modificar um texto que sendo escrito, o vírus pode apagar todos os arquivos armazenados e enviar ordens para a impressora (que poderá imprimir textos sem que o usuário tenha pedido).
A melhor maneira para proteger o computador da ação de vírus é utilizar programas que detectam e ‘‘matam’’ os invasores. Existem vários antivírus à disposição do usuário. É possível encontrar softwares gratuitos na rede mundial de computadores, por meio do endereço http://www.zdnet.com/library.
Há também de serviço de detecção de vírus via Internet, no endereço http://www.housecall.com. O usuário se conecta ao site e pede o diagnóstico do micro. Se a máquina estiver infectada, o serviço limpa o vírus.

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