Existem muitas razões para não se querer usar programas antivírus. São caros e ocupam muitos recursos do sistema, e, uma vez instalados, têm que ser mantidos permanentemente atualizados. Por isso, se você nunca teve um vírus em seu PC, se pergunta se este perigo é real.
Sim, é. Veja, por exemplo, o caso de Rebecca Kary, que tem um escritório na Virgínia, e que jamais entendeu a necessidade de usar um programa antivírus até que o computador de sua empresa começou a se comportar de maneira ‘‘estranha’’. ‘‘Pensava que a história dos vírus era somente uma histeria propagada pela imprensa’’, conta Kary. ‘‘Mas em novembro passado vários equipamentos começaram a atuar de forma estranha. Não podíamos salvar os documentos em que trabalhávamos, por exemplo. Finalmente, um técnico reconheceu que os computadores tinham um vírus. Ali aprendi’’, disse.
Muitos usuários tem aprendido a saber o que são os vírus, e pela forma mais dura. Inclusive Larry Magid, um jornalista que durante muito tempo se opôs à prática da Microsoft de acoplar programas em seu sistema operacional, e mudou recentemente de opinião depois de um ataque de vírus. Magid acredita agora que ‘‘é hora de a Microsoft, Apple e outros fabricantes acoplarem um programa antivírus em seus sistemas operacionais’’.
Até que isso aconteça, no entanto, é importante que todo usuário de computador compreenda que os vírus surgem de diferentes formas e de diferentes fontes. Você pode ser atacado por um vírus que chegue viajando pela Internet, através de disquetes fornecidos por outras pessoas, ou inclusive por disquetes ou CDs procedentes de fabricantes.
Os vírus - partes de códigos de computação desenhados especificamente para fazer sua vida difícil - podem executar todo o tipo de trabalhos sujo, desde lhe impossibilitar a gravação de um arquivo até a destruição completa de todo o conteúdo de seu disco rígido.
Se você não está usando um programa antivírus, é muito possível que, sem saber, neste mesmo momento tenha um vírus em seu computador. Alguns dos mais comuns trabalham muito sutilmente, forçando seus programas a trabalhar de maneira que o confundem. A maioria dos usuários experientes já tiveram convivência com vírus de uma ou de outra forma. Se ainda não aconteceu com você, é só questão de tempo.
Macrovírus Os macrovírus são atualmente os mais comuns. Estima-se que 75% dos vírus em circulação sejam macrovírus. Para se compreender o que é um macrovírus, deve-se primeiro entender o que são macros.
‘‘Macro’’ é um termo usado para designar uma lista de ordens, ações ou combinações de teclas que são executadas automaticamente sob determinadas condições. Muitos programas permitem ao usuário a criação de macros para automatizar tarefas que são várias vezes repetidas. Com programas conhecidos como WordPerfect, Word ou Excel, é possível empregar os macros para agilizar o trabalho diário. Por exemplo, se você tem que escrever frequentemente seu nome e seu endereço, pode criar um macro de modo que cada vez que teclar a combinação Ctrl+N apareça na tela automaticamente seu nome e seu endereço.
Nos velhos tempos da computação, os macros existiam fora dos documentos ou dos arquivos de dados. Podiam ser executados sem importar o arquivo em que estivesse trabalhando em um programa determinado. A Microsoft mudou tudo isto com seu conjunto de programas Office, que permite incorporar os macros aos próprios documentos.
Quando um macro é incorporado a um documento, será gravado junto com esse arquivo e viajará com ele quando ele for passado para outra pessoa. Apesar de os macros incorporados serem úteis caso se deseje criar macros específicos para um documento que se queira compartilhar ao passar o arquivo para outra pessoa, representam também uma forte tentação para que os criadores de vírus contrabandeiem partes de código através do documento.
É por isso que, da mesma forma que um macro pode conter um conjunto de comandos para executar tarefas repetitivas, pode também conter um vírus. Uma vez que um macro penetre em sua máquina através de um documento, ele pode se incorporar automaticamente no futuro em todo arquivo que você criar com um programa determinado.
Os programas antivírus podem proteger seu sistema da maioria dos macrovírus, mas existem novos vírus que podem escapulir dos filtros antivírus. Apesar de existirem outros tipos de vírus, é muito provável que o que lhe afete seja um macrovírus. A maioria dos demais vírus destrutivos viajam através de programas executáveis (.exe), e a forma de sofrer suas consequências é executando os programas em que se encontram escondidos.
Proteção Para evitar a maioria dos vírus, basta seguir regras muito simples. Primeiro, instale em seu sistema um programa de filtragem de vírus. Os mais populares entre eles são Norton AntiVirus e Mcafee VirusScan. Existem também vários programas antivírus gratuitos em sites como o ZDNet (http://www.zdnet.com/downloads/specials/free.html), mas lembre que, ao comprar um programa, é adquirido também o direito de serviço de atendimento ao cliente, absolutamente necessário para se manter em dia com os últimos vírus.
Segundo, depois de se adquirir um programa antivírus, consulte mensalmente o site do fabricante na Internet, para obter as atualizações (‘‘virus signature files’’) . A maioria dos programas podem ser ajustados de modo que sejam atualizados automaticamente a intervalos regulares que você pode especificar à vontade.
Finalmente, não dê chance ao desastre. Não abra jamais arquivos attachados a e-mails de procedência desconhecida. E, quando receber um disquete de outra pessoa, submeta-o primeiro ao programa antivírus - se o seu não o fizer automaticamente - antes de abrir qualquer arquivo contido nele.Como se proteger de um risco real e iminte, que surge de diferentes formas e das mais variadas fontes? Muitos usuários só entendem o que são estes ‘‘seres’’ após um ataque fulminante, que pode ser evitado ou amenizado com programas antivírus.