Quanto mais o tempo passa e quanto mais evolui a tecnologia, maior é a surpresa com a imaginação de alguns autores de ficção científica. É absolutamente inacreditável a precisão com que Júlio Verne, por exemplo, descreve um submarino atômico. Sua descrição de uma explosão nuclear é assustadora. Espantosas, realmente, ainda mais quando se constata que foram escritas no século passado.
Duas obras de Isaac Asimov estão em vias de se tornar realidade a menos de uma década de sua morte: ‘‘Eu, Robô’’ e ‘‘O Robô’’. Como ainda se trabalha na era do silício, é possível imaginar que ainda esteja longe o ‘‘cérebro positrônico’’ de seus robôs e que é quase impossível a viabilidade de suas três leis básicas da robótica. Mas o avanço da eletrônica e dos sistemas de inteligência artificial já dão mostras de suas possibilidades reais a curto prazo. E seu Planeta do Isolamento é cada vez mais parecido com a nossa própria terra.
Em ‘‘O Robô’’, Asimov conta a saga de um robô policial sendo enviado a um planeta agrícola onde teria ocorrido um crime incompreensível: um homem morto! Um escândalo naquela sociedade, onde as famílias viviam em pequenas fazendas isoladas e não se tocavam. A descrição de uma reunião entre famílias é algo fácilimo de se aceitar nos dias de hoje; difícil mesmo é saber como ele conseguiu ter esta visão nas décads de 50 e 60... Imagens mesclando salas das duas residências, criando um novo ambiente virtual, onde todos se vêem, se falam, se escutam, mas não se tocam de verdade.
Basta visitar um site (www.telesuite.com) para ver como isso já é uma realidade hoje: canais de tele-conferências interligando salas de reuniões de corporações, minimizando os custos de transporte e tempo e agilizando as tomada de decisões. Embora o esquema ainda seja caro para reuniões familiares, a tecnologia já está aí. É possível que, com o aumento constante da banda de transmissão e a queda progressiva dos custos, aliadas à evolução na produção de hologramas, o chat de um usuário na Internet vire uma festa, onde haverá literalmente a possibilidade de dançar de rosto colado com a imagem holográfica do par.
Os desdobramentos disso são inimagináveis. As implicações na educação podem levar a um nível de conhecimento globalizado uniformizado. Como as novas tecnologias nascem a uma velocidade vertiginosa e são disseminadas de forma quase instantânea, qualquer coisa pode acontecer que mude tudo a qualquer momento.
Enquanto a televisão levou mais de 50 anos para atingir seu primeiro milhão de telespectadores, a Internet o fez em menos de oito anos e nela, o uso de navegadores web atingiu dez milhões em menos de três anos.
O telefone celular não existia e sequer era imaginado em 1990. Antes do telefone celular analógico atingir sua plenitude de mercado, o mercado já foi invadido pelo celular digital com muito mais qualidade e a preços inferiores.
Os computadores invadem todos os ramos de atividade com aplicativos cada vez mais sofisticados e simples de usar. E mais rápidos, potentes e, principalmente a preços cada vez mais acessível.
A explosão do computador na vida das pessoas está levando os historiadores a denominar o atual tempo de ‘‘Era da Informação’’. As comunicações, cada vez mais eficientes, estão gerando necessidades cada vez maiores de qualidade e agilidade, transferindo recursos e encurtando distâncias.
O comércio eletrônico toma os atuais processos produtivos e de venda completamente obsoletos. As novas tecnologias permitem que o cliente passe a ter o direito de especificar com precisão o produto desejado, que sequer estará no estoque.

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